• Conte a sua história ao vento,
    Cante aos mares para os muitos marujos;
    Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

    Escreva no asfalto com sangue,
    Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
    Manha seguinte pelos garis.

    Abra o peito em direção dos canhões,
    Suba nos tanques de Pequim,
    Derrube os muros de Berlim,
    Destrua as cátedras de Paris.

    Defenda a sua palavra,
    A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.
  • I am a
    Sunflower

    What Flower
    Are You?

  • I AM A SUNFLOWER

    "When your friends think smile, they think of you. There is not a day that goes by that you can't find something good about the world and your fellow human."
  • Do Jeito que Passou, Passou…

  • Dia-a-Dia

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  • Jeitos que Passaram por Aqui

  • Você está sendo monitorado pela Danny

Faz séculos que não apareço por aqui…

Eu volto… pode deixar… eu volto…

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05 de dezembro de 2009

Poesia, mensagens, telefonemas, presentes, beijos, abraços, amigos, crianças. Dia de festa. Meu aniversário. Tudo tão perfeito.
Família reunida, amigos queridos. Meu aniversário.

Arrumei a casa correndo pra receber os amigos, porque Sábado foi um dia agitadíssimo: pela manhã confraternização com o pessoal do trabalho dele – sítio, futebol, piscina, falação… apesar da chuvinha foi tudo ótimo! À tarde, feira de ciência da menor de todas – com direito à apresentação oral e tudo. Lindinha minha filha. Enfim, à noite recebi os amigos em casa. Deu tudo certo, estava tudo gostoso e bonitinho, com direito a bolo feito especialmente para mim, de quem ainda está aprendendo… tudo com muito carinho.

Que engraçado. Lista de nomes na porta de boate já não dá mais. Acho que todos meus amigos estão velhos de mais para essas coisas. Mas eu não desisto nunca. E no dia anterior, Sexta-feira, estávamos lá: eu e ele dançando até o chão no Pampa Grill. Nem preciso falar que pra acordar sábado foi um deus-nos-acuda… Velhinha, tadinha.

Gostoso demais ter amigos para sempre – e que juram que gostam da nossa comida. Gosto ainda mais de uma boa companhia para um vinho, que diz palavras doces e refrescam a alma; de filhos que te abraçam e dizem com os olhos marejados o quanto te ama; de uma pessoínha que não ia lá em casa, mas só foi porque era meu niver; de aproveitar a companhia das pessoas que me querem bem e dar o máximo de mim para elas como se fosse o último momento da minha vida.

Adoro fazer aniversário!
Pena que acabou. Ano que vem tem mais!

Feliz aniversário pra mim!

Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu – eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.”

. Clarice Lispector in Água Viva .

É Amanhã

Meu niver

Adeus mundinho azul

Adeus Orkut!

Eu gosto muito de Orkut. Gosto mesmo. Aquele mundo azul bebê só me trouxe gente do bem, possibilitou (re)encontros e depois dele nunca mais esqueci aniversários.

Lembro quando criei meu perfil e fui em busca dos velhos amigos e o pessoal todo do 2° Grau estava lá, na comunidade do Colégio. Foi muito divertido ver que alguns possuíam a mesma cara, outros nem tanto… rs

Nunca gostei de bate papo pelo Orkut ou discutir em Comunidades (prefiro discutir e bater papo numa rodada de bar – kkkkkkk). Mas muitas coisas legais me aconteceram por lá.

Porém, nem só de alegria vive o mundo. Fakes e gente non sense não rola pra mim. Então resolvi dar um tempo. Deletei tudin!

A coisa ruim é que não posso mais deixar beijin pros amigos, trocar risadas, escrever bobeiras pro pessoal da família, receber depoimentos fofos e saber o dia do aniversário do pessoal.

Pior também pra quem gostava de acompanhar a novelinha da minha vida.

Mas não tem problema, pode acompanhar por aqui. Mas fique sabendo: ISSO AQUI NÃO É UMA DEMOCRACIA. QUEM MANDA NESSA MERDA AQUI SOU EU! Então: se falar palavrão, fizer coisa feia, xingar o coleguinha, falar mal da Dona do Blog, fazer mal criação ou se meter em confusão… ai, ai, ai… NÃO DEIXO MAIS VOCÊ ENTRAR.

Espero que tenha ficado tudo claro!

Eita vidinha…

Eu queria escrever. Queria muito. Tem um monte de coisas legal, ou não tão legais pra contar. Mas tenho um monte de livros de Filosofia Medieval pra ler. E eu nem gostei tanto dessa matéria. Mas ta lá na grade e tenho que ler, né. Então, quem sabe outra hora apareço. Ou não. Mas registre-se: ESTOU VIVINHA, FELIZ E CONSCIENTE.

Ganhei uma Boneca de Presente

Suzi

A maior dádiva que Deus pode nos dar são amigos. E Papai do Céu SEMPRE foi muito generoso comigo, afinal, possuo tantos amigos quanto o número de anos em que vivi: amigos de infância, amigos de escola, amigos de adolescência, amigos de faculdade, amigos blogueiros…

Muitos podem dizer: “Ah! Isso não são amigos, são colegas, apenas conhecidos ou coisa parecida.

Mas reafirmo: NÃO! Meus amigos são A-MI-GOS DE VERDADE. E a gente descobre isso nos momentos mais adversos da vida, quando passamos por maus bocados (como diria minha avó), quando se está no fundo do poço e é possível ver algumas mãozinhas estendidas pra ajudar a te puxar.

Então, ontem Papai do Céu me deu um belo presente. Ganhei uma boneca. E tenho plena certeza que essa boneca será uma amigona que poderei contar em todo e qualquer momento da vida.

 Suzi, seja bem vinda à vida da Danny.

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O PEQUENO PRÍNCIPE
(Antoine de Saint-Exupéry)

E foi então que apareceu a raposa:
– Bom dia, disse a raposa.
– Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
– Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
– Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
– Sou uma raposa, disse a raposa.
– Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste…
– Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
– Ah! Desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:
– O que quer dizer “cativar”?
– Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
– Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
– É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços”…
– Criar laços?
– Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo…

Mas a raposa voltou a sua idéia:
– Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo…

A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
– Por favor, cativa-me! disse ela.
– Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
– A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

– Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!

Como um susto

SONETO DA SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes

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Foi tudo tão inesperado. Mais que de repente. Sabe quando o mundo parece que caiu em cima de sua cabeça e você não sabe o que fazer? Sabe quando você começa a apanhar de tudo quanto é lado, mas não sabe da onde vêm os tapas e os socos, e não tem tempo, sequer, de levantar as mãos para se defender? Foi tudo assim! Como um susto! Como uma tempestade. Como uma ventania. Que me deixou arrasada, destroçada, feriada, marcada, sangrando…

Demorei a entender. Demorei em aceitar. Demorei a acreditar. Mas no final tudo foi se clarificando. As nuvens foram se decepando e o sol voltou a surgir.

Mentiras. Verdades. Sofrimento. Desilusão. Mágoa. Máscaras que caem. E tantas outras palavras descrevem um final inesperado, não programado, mas necessário.

No início a dor é tanta que chega a ser física. Uma dor fina, constante, que maltrata e insiste em permanecer. Dói o coração, a cabeça, o corpo, a alma.

A tristeza e o sofrimento são tão reais. Uma tristeza que te trás dúvidas sobre o que você viveu com o outro, do que vocês construíram. Que faz você enxergar o quanto sonhos podem ser destruídos, o quanto a alegria é passageira, o quanto a realidade é cruel, fria e suja.

O fim de um sonho é acordar e ver que tudo não passou de um castelo construído com bases de areia de praia. É ver o quanto uma pessoa é capaz de não se importar com o outro, mas apenas consigo mesmo. É aprender que a sua felicidade depende de você mesmo, única e exclusivamente de você, e que talvez você nunca mais possa confiar em alguém novamente.

É tudo tão triste, mas é real, não é mais um sonho. E a realidade te faz pensar diferente, te faz ser diferente, te faz querer mudar em todos os aspectos da sua vida.

O sonho acabou… mas a vida está só começando.

Apesar de tudo, EU ESTOU FELIZ!