• Conte a sua história ao vento,
    Cante aos mares para os muitos marujos;
    Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

    Escreva no asfalto com sangue,
    Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
    Manha seguinte pelos garis.

    Abra o peito em direção dos canhões,
    Suba nos tanques de Pequim,
    Derrube os muros de Berlim,
    Destrua as cátedras de Paris.

    Defenda a sua palavra,
    A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar.
  • I am a
    Sunflower

    What Flower
    Are You?

  • I AM A SUNFLOWER

    "When your friends think smile, they think of you. There is not a day that goes by that you can't find something good about the world and your fellow human."
  • Do Jeito que Passou, Passou…

  • Dia-a-Dia

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  • Jeitos que Passaram por Aqui

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… E não foram felizes para sempre.

Essa semana uma amiga, muito amiga me telefonou arrasada dizendo que levou um pé na bunda. Muito mal, se sentindo a pior das criaturas, pediu-me um conselho. Dar conselhos! Logo eu?! Bom… deixa eu ver… hum… tem um texto da MMe. Mean que diz tudo o que penso sobre levar um pé na bunda. Sabe que não sou boa em conselhos, né, mas se precisar conversar, chorar, lamentar, gritar, socar a parede, espernear ou uma advogada, aqui estarei, querida, amigas pro que der e vier.

“Então amiga irmã companheira, você tomou um sonoro e retumbante pé na bunda. O querido não mentiu, não traiu, não sacaneou, não foi infiel, muito antes pelo contrário. Usou daquela hombridade que está praticamente extinta desde sempre, parou para pensar séria e objetivamente a respeito seus próprios sentimentos, foi maduro (u-huuuuuu, e ele é XY, veja bem que raridade) olhou para dentro do seu coraçãozinho viril e concluiu que este não mais lhe pertence. Feito isso, em vez de enrolar e enrolar-se por intermináveis tempos, durante os quais a sua vida (de vocês) ia virar ou ringue de box, ou um marasmo de fazer inveja à sessão da tarde, ou de possivelmente se engalfinhar com alguma moça charmosa que despertasse seus instintos primitivos e já meio adormecidos, em vez disso, veja bem, ANTES de qualquer uma dessas coisas, a criatura (que a gente duvida que exista até que nos provem o contrário) resolveu ter uma conversa franca e honesta com você, dizer que, ora ora, ele não te ama mais.

E você então? Ah, você tem raiva dele, tem um acesso de fúria, amaldiçoa as próximas três gerações da família, fala o que sempre pensou da vaca da sua sogra, da asquerosa da sua cunhada, do parasita do pai dele, faz questão de transformar a vida do desgraçado em um inferno – e um inferno paupérrimo, claro, que é para isso que servem os advogados. Separação consensual? Ha-ha-ha, faz-me rir. Quer se separar, meu filho? Agora agüenta. Você vai levar o saca rolhas, o kit de ferramentas, o cachorro, o peso de papel em forma de caveira (ou qualquer outra coisa que você nunca deu pela existência mas ele gostaria de ficar). Glenn Close vai parecer uma fada madrinha perto de você. Se você for mãe de filho dele, então, ahhhh, coitado. É bem possível (e desejável) que não sobre um puto tostão e o rebento acabe achando que ele é um traste. Como boa discípula de Ivana Trump, você não fica com raiva, você fica com tudo – e ainda arranja bons e permanentes motivos para ele se arrepender amargamente a cada segundo da sua infeliz e miserável existência por ter cometido o inexcusável disparate de… de que mesmo? Ah, sim, de não lhe amar mais, onde se viu. Logo você, imagina. Você, a última bolacha do pacote. Você, a mais perfeita das mulheres sobre a face da terra. Você, que fez TUDO por ele, que tentou tudo, que investiu tanto, que não cometeu erros, que não fez bobagem, que não o decepcionou jamais, que não desistiu do seu amor, que nunca lhe negou apoio, que compartilhou lado a lado suas alegrias, angústias, privações. Você, que é praticamente a mulher de Nova, de Cláudia, de Marie Claire juntas. Como é que ele pode agora simplesmente não lhe amar mais?! Que absurdo.

Pois é. Entendeu a ironia, santa? Deixe de ser ridícula, filhinha. Ele não te ama mais. Ponto. Hel-lo-ou. De quem é a culpa? Que diferença faz? Não ama. Possível e provavelmente a culpa não é de ninguém, ou é da vida, essa vadia, e de um conjunto de “n” fatores seus e deles, de escolhas que não foram compatíveis, planos que se distanciaram, tesão que se perdeu, objetivos diferentes, cor de cabelo, marca de xampu, filme iraniano, rock progressivo. Pode ficar certa que ele preferia que não fosse assim. Todo mundo quer amar para sempre, todo mundo quer um amor imortal e ninguém quer passar pela experiência nada agradável de uma separação. Mas, you know, shit happens. Pluft. Assim mesmo.

Dói, claro. É um coice na auto-estima. É um buraco no amor próprio. É uma tristeza imensa. Mas pense por outro lado. Você tem sorte de não amar um zumbi, um acomodado, alguém que vai passar o resto dos seus dias mais ou menos a seu lado porque acha que, afinal, ser feliz de verdade dá muito trabalho e é muito complicado. Você não teve em sua vida por todo esse tempo um mosca morta acoitado, um covarde, um homem que se fez refém das circunstâncias. E nem vai ter. Até hoje ele te amava mesmo. Quando não amou mais, foi embora. A partir de amanhã, vocês seguem caminhos diferentes que podem levá-los (de volta) a serem felizes. Despeça-se, deseje sorte, recompense com respeito e lealdade quem agiu assim com você. Não banque a vaca ressentida. É feio, é vulgar, é um papel tristíssimo. Dignidade, fia. Cabeça erguida. Pé na bunda não autoriza baixaria. Classe, ainda que de óclão imenso e escuríssimo para esconder os olhos de choro, mas classe*.

* Classe é a única coisa que não pode faltar. Perde-se tudo, mas nunca a classe. E, infelizmente, é o que tem faltado em muitas de nós.

12 Respostas

  1. Menina, é dificílimo mesmo não perder a classe. Pense bem, que essa moça que escreveu tudo isso foi ótima, claro. Mas DUVIDEODÓ que ela, quando levou um pé na bunda (porque infelizmente todos os mortais do mundo levam um dia) ficou com todo esse nariz em pé. Não, não. Fez da vida do infeliz um inferno, e eu APOSTO. E cá pra nós… a respeito das que conseguem manter a classe: eu aposto que não amavam o cara. Daí sim, é fácil. Chutou, problema seu. Vamos então desaprender de amar os caras por aí? Daí talvez consigamos seguir à risca a “classe” da moça autora do texto.
    Beijos!

  2. Perfeito o texto, exatamente como penso, classe e amor próprio que n pode faltar!

    Beijos

  3. Rê, difícil é. Mas pense bem: tem mulher que fica a vida toda perturbando o cara, arrumando brigas, trocadilhos, vinganças e acaba esquecendo de viver a própria vida e, acima de tudo, esquece de buscar a própria felicidade. Para muitas coisas temos que ser Mulher e sofrer, sim, mas com classe. Tem que seguir a vida, sem ressentimentos, novo amor, novo astral, novo tudo!!!

  4. É Jana, essa é a palavra: AMOR PRÓPRIO.

  5. O problema é que não entra na cabeça que as pessoas não nos pertencem. Esse é o x da questão. Eu acho.

  6. Concordei com o texto.
    Classe pra tudo… desde como reagir a um pé-na-bunda até aquele carinha q furou sua fila….. Classe até a morte rsrs
    Bjuus

  7. Eu acho que a gente até tenta manter a classe… mas no fundo, no fundo mesmo… dá vontade de matar um cara desses… essa é a verdade Danny!!!! Eu posso dizer que manti minha classe e mantenho até hoje, mesmo sabendo de podres que contradiziam tudo que ele afirmava… e isso é o que mais dói. Não é o pé na bunda… é a falsidade, são os meios usados pra esconder algo por vergonha de assumir. Mas o tempo vai passando e as coisas vão aparecendo… exatamente como o post que escrevi no meu blog… um desabafo!!!

  8. Pois é, Suzi, ninguém é de ninguém.

  9. É isso aí, Ana. Bjs.

  10. Bibi, vontade de matar a gente fica sim, mas vc mesma disse que conseguiu e consegue manter a classe… então não é tão difícil assim, não é mesmo?

  11. Excelente texto! Muito sábio, servindo, inclusive, para aqueles casos em que o cara te dá “um pé na bunda implícito e na maior covardia”, ou seja, não joga limpo, te engana, te trai com a colega de sala de aula da Faculdade, com colega de trabalho, te dá todos os motivos para vc mesma terminar aquele insólito relacionamento etc. etc. etc.
    Até mesmo assim, concordo com a Danny: “[…] you now, shit happens!
    Agora, precisamos sim manter a classe sempre! E sermos quem sabe aquela Ostra que produz pérolas! Com o tempo, descobriremos como valeu à pena aquela experiência ruim. Enfim, encontramos alguém verdadeiramente digno do nosso amor. E isso é muito, muito legal!
    Bom dia, menina! :* Beijão. Rio Branco-AC, 05/10/2007! Uhul.

  12. AMEIII esse texto

    ;*

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