Faz séculos que não apareço por aqui…
Eu volto… pode deixar… eu volto…
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Faz séculos que não apareço por aqui…
Eu volto… pode deixar… eu volto…
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Perto do fim, começamos a pensar no início.” (Sr. & Sra. Smith)
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Poesia, mensagens, telefonemas, presentes, beijos, abraços, amigos, crianças. Dia de festa. Meu aniversário. Tudo tão perfeito.
Família reunida, amigos queridos. Meu aniversário.
Arrumei a casa correndo pra receber os amigos, porque Sábado foi um dia agitadíssimo: pela manhã confraternização com o pessoal do trabalho dele – sítio, futebol, piscina, falação… apesar da chuvinha foi tudo ótimo! À tarde, feira de ciência da menor de todas – com direito à apresentação oral e tudo. Lindinha minha filha. Enfim, à noite recebi os amigos em casa. Deu tudo certo, estava tudo gostoso e bonitinho, com direito a bolo feito especialmente para mim, de quem ainda está aprendendo… tudo com muito carinho.
Que engraçado. Lista de nomes na porta de boate já não dá mais. Acho que todos meus amigos estão velhos de mais para essas coisas. Mas eu não desisto nunca. E no dia anterior, Sexta-feira, estávamos lá: eu e ele dançando até o chão no Pampa Grill. Nem preciso falar que pra acordar sábado foi um deus-nos-acuda… Velhinha, tadinha.
Gostoso demais ter amigos para sempre – e que juram que gostam da nossa comida. Gosto ainda mais de uma boa companhia para um vinho, que diz palavras doces e refrescam a alma; de filhos que te abraçam e dizem com os olhos marejados o quanto te ama; de uma pessoínha que não ia lá em casa, mas só foi porque era meu niver; de aproveitar a companhia das pessoas que me querem bem e dar o máximo de mim para elas como se fosse o último momento da minha vida.
Adoro fazer aniversário!
Pena que acabou. Ano que vem tem mais!
Feliz aniversário pra mim!
Nasci dura, heróica, solitária e em pé. E encontrei meu contraponto na paisagem sem pitoresco e sem beleza. A feiúra é o meu estandarte de guerra. Eu amo o feio com um amor de igual para igual. E desafio a morte. Eu – eu sou a minha própria morte. E ninguém vai mais longe. O que há de bárbaro em mim procura o bárbaro e cruel fora de mim. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira. Sou uma árvore que arde com duro prazer. Só uma doçura me possui: a conivência com o mundo. Eu amo a minha cruz, a que doloridamente carrego. É o mínimo que posso fazer de minha vida: aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.”
. Clarice Lispector in Água Viva .
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